• Dany Graziani

Como é ser professora para os 60+?




Ensinar tecnologia para os 60+ é muito menos sobre informática e muito mais sobre troca. A geração que eu ensino possui suas próprias vivências, sua linguagem e, portanto, ensinar para eles é incrivelmente rico para mim também.


Existem desafios de aprendizado em qualquer idade. Por conta disso, a primeira perspectiva que você deve considerar no ensino aos idosos é: Não se trata de comparação. A referência aqui não são os mais jovens, não é a modernidade. Os objetivos dos 60+ são outros, portanto, não faz o menor sentido equiparar dificuldades e resultados. Isso, aliás, normalmente deixa meus alunos muito ansiosos até que eu os diga para esquecer a comparação.



O aprendizado do idosos possui outro contexto. E, assim, isso faz de mim uma professora adaptativa, ou seja, capaz de me adaptar às experiências de vida de cada idoso para, enfim, iniciar as aulas.


Conversando com um dos meus alunos Vovó Hi Tech, ele me disse:


“Professora, você me ganhou na primeira aula, quando eu fui logo me sentando na frente do computador e você me disse para esperar que antes precisava conhecer quem eu era. Ali, eu entendi que você não falaria apenas de tecnologia, mas falaria também a minha linguagem.”

Ensinar o idoso é saber o trabalho que existe por trás de cada conversa, é saber que aquela pessoa pode estar voltando a estudar depois de muito tempo parada, é levar benefícios e habilidades muito além das aulas. E tudo isso ainda rende boas histórias para contar.


Eu amo ensinar e amo essa troca com meus alunos.


Feliz dia dos professores para todos que se dedicam a ensinar como eu.


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